Perfecta Blog

Profissões em alta para 2025

As 7 Profissões Mais Bem Pagas no Brasil em 2025: Guia Completo para Decidir Seu Futuro

Introdução: Navegando pelas Oportunidades de Carreira em um Mundo em Transformação

Escolher uma carreira ou redirecionar os rumos profissionais é uma das decisões mais significativas que tomamos ao longo da vida. Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, econômicas e sociais como o que vivemos em 2025, essa escolha se torna ainda mais complexa e desafiadora. O mercado de trabalho brasileiro, assim como o global, está em constante evolução, com novas profissões surgindo, outras se reinventando e a demanda por habilidades específicas mudando a um ritmo acelerado. Nesse contexto, entender quais áreas oferecem não apenas remuneração atrativa, mas também perspectivas sólidas de crescimento e desenvolvimento, torna-se fundamental para tomar decisões informadas e construir um futuro profissional promissor.

Este guia foi elaborado com o objetivo de lançar luz sobre algumas das profissões que se destacam no panorama brasileiro atual, especificamente aquelas que figuram entre as mais bem pagas em 2025. Baseado em dados recentes de pesquisas salariais e análises de tendências de mercado, como as divulgadas por consultorias renomadas e institutos de pesquisa (a exemplo dos dados do IBGE compilados pelo Valor Econômico e guias salariais como o da Robert Half divulgado pela Forbes), buscamos oferecer um panorama abrangente e humanizado. Mais do que apenas listar cargos e cifras, pretendemos detalhar o que cada uma dessas carreiras envolve: as tendências que as moldam, as competências cruciais para o sucesso, os caminhos de formação e as nuances do dia a dia profissional.

Médico(a) Especialista: Cuidado, Conhecimento e Alta Valorização

1. Médico(a) Especialista: Cuidado, Conhecimento e Alta Valorização

A Medicina, em suas diversas especialidades, segue como uma das carreiras mais respeitadas e financeiramente recompensadoras no Brasil. O(a) médico(a) especialista dedica anos de estudo e prática para aprofundar seus conhecimentos em uma área específica, como Cardiologia, Neurologia, Oncologia, Cirurgia Plástica, Dermatologia, entre muitas outras. A remuneração elevada reflete não apenas a complexidade e a responsabilidade da função, mas também a alta demanda por esses profissionais em um país com desafios crescentes na área da saúde.

Tendências para 2025

A demanda por médicos especialistas tende a continuar crescendo, impulsionada por fatores como o envelhecimento da população, que naturalmente aumenta a incidência de doenças crônicas e complexas, e os constantes avanços tecnológicos na medicina, que permitem diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, mas exigem profissionais altamente qualificados. A telemedicina, que ganhou força nos últimos anos, consolida-se como uma ferramenta complementar importante, ampliando o acesso a especialistas, mas também exigindo adaptação e novas habilidades digitais. Especialidades ligadas à tecnologia, como radiologia intervencionista e diagnóstico por imagem, e aquelas focadas em qualidade de vida e bem-estar, como dermatologia e endocrinologia, mostram grande potencial, ao lado das áreas tradicionalmente valorizadas como cirurgia e oncologia.

Competências Essenciais

Além do domínio técnico profundo de sua especialidade, o sucesso na carreira médica exige um conjunto robusto de competências. A capacidade de diagnóstico preciso, baseada em raciocínio clínico apurado e atualização constante, é a base de tudo. Habilidades de comunicação são vitais – saber ouvir o paciente, explicar diagnósticos e tratamentos de forma clara e empática, e acolher familiares em momentos difíceis faz toda a diferença. O trabalho em equipe é cada vez mais comum, exigindo colaboração com outros médicos, enfermeiros e profissionais de saúde. Para aqueles que gerenciam suas próprias clínicas ou ocupam cargos de liderança, noções de gestão e administração são importantes. A familiaridade com prontuários eletrônicos, plataformas de telemedicina e outras tecnologias de saúde é, hoje, indispensável.

Caminhos de Formação

A jornada para se tornar um médico especialista é longa e exige grande dedicação. Começa com a graduação em Medicina, um curso integral de seis anos. Após a faculdade, o passo seguinte é a Residência Médica na especialidade desejada, um programa de treinamento intensivo em serviço que dura de dois a cinco anos, dependendo da área. Concluída a residência, o médico ainda precisa ser aprovado em uma prova para obter o Título de Especialista, concedido pela Associação Médica Brasileira (AMB) em conjunto com a sociedade da respectiva especialidade. A formação, no entanto, não termina aí: a medicina está em constante evolução, e a educação continuada, por meio de cursos, congressos e estudo de publicações científicas, é fundamental durante toda a vida profissional.

 

Gerente de TI

2. Gerente de TI: Orquestrando a Tecnologia para o Sucesso do Negócio

A Tecnologia da Informação (TI) é o sistema nervoso de quase todas as empresas modernas. O(a) Gerente de TI é o(a) maestro(a) que garante que toda essa complexa infraestrutura funcione de forma harmoniosa, segura e alinhada aos objetivos estratégicos da organização. Desde garantir que os sistemas estejam no ar e os dados protegidos até liderar a implementação de novas tecnologias que impulsionam a inovação, o papel do Gerente de TI é multifacetado e crucial. A alta remuneração reflete a responsabilidade e a demanda crescente por profissionais capazes de navegar neste cenário dinâmico.

Tendências para 2025

O campo da TI está em constante ebulição. Para 2025, a transformação digital continua a ser a palavra de ordem, exigindo que Gerentes de TI liderem iniciativas em áreas como computação em nuvem (Cloud Computing), cibersegurança (uma preocupação cada vez maior), análise de grandes volumes de dados (Big Data) e Inteligência Artificial (IA). A capacidade de não apenas gerenciar a infraestrutura existente, mas também de identificar e implementar novas tecnologias que tragam vantagem competitiva é altamente valorizada. A gestão de equipes remotas ou híbridas e a adoção de metodologias ágeis (como Scrum e Kanban) para acelerar a entrega de projetos também são tendências fortes.

Competências Essenciais

Ser um bom Gerente de TI exige um equilíbrio entre conhecimento técnico sólido e habilidades de gestão e liderança. É preciso entender de infraestrutura (redes, servidores, cloud), sistemas operacionais, bancos de dados e, fundamentalmente, segurança da informação. No entanto, as habilidades “soft” são igualmente importantes: liderança inspiradora para motivar equipes técnicas, capacidade de gerenciar projetos complexos (definindo escopo, prazos e orçamentos), pensamento estratégico para alinhar a TI aos negócios, e excelente comunicação para fazer a ponte entre a área técnica e as demais áreas da empresa. Adaptabilidade e disposição para aprender continuamente são indispensáveis, dada a velocidade das mudanças tecnológicas. Proficiência em inglês é frequentemente um requisito.

Caminhos de Formação

A porta de entrada para a área de TI geralmente é uma graduação em Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Sistemas de Informação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas ou cursos tecnólogos relacionados. Contudo, a graduação é apenas o começo. Muitos Gerentes de TI buscam pós-graduações (como MBAs em Gestão de TI ou especializações em áreas como Segurança, Cloud ou Dados) e certificações técnicas reconhecidas pelo mercado. Certificações como PMP (Project Management Professional), ITIL (Information Technology Infrastructure Library), ou certificações específicas de fornecedores (AWS, Microsoft Azure, Google Cloud, Cisco, etc.) podem impulsionar a carreira. A experiência prática, passando por diferentes funções técnicas (desenvolvedor, analista de sistemas, administrador de redes, etc.) antes de assumir a gestão, é um caminho comum e muito valioso.

 

3. Diretor(a) de Operações: Garantindo a Eficiência e a Engrenagem do Negócio

Se a TI é o sistema nervoso, as Operações são o coração pulsante de uma empresa. O(a) Diretor(a) de Operações (muitas vezes conhecido pela sigla COO, Chief Operating Officer) é responsável por garantir que toda a engrenagem da produção, logística, cadeia de suprimentos e serviços funcione com máxima eficiência, qualidade e o menor custo possível. É uma posição de alta complexidade e responsabilidade, especialmente em grandes corporações, o que justifica sua presença entre as mais bem remuneradas. Frequentemente, a base de formação para esta área vem da Engenharia, mas a visão abrangente do negócio é essencial.

Tendências para 2025

Em um mundo de cadeias de suprimentos globais e interconectadas, a gestão de operações tornou-se ainda mais desafiadora e estratégica. A busca incessante por eficiência, a automação de processos (ligada à Indústria 4.0 e à logística inteligente) e a análise de dados para otimização são tendências que exigem do Diretor de Operações uma forte afinidade com tecnologia. Além disso, a sustentabilidade (ESG) está cada vez mais integrada às operações, desde a escolha de fornecedores até a gestão de resíduos e o consumo de energia. A capacidade de gerenciar crises, como interrupções logísticas, e liderar grandes transformações na forma como a empresa opera é um diferencial cada vez mais valorizado.

Competências Essenciais

Liderar a área de Operações exige uma visão 360 graus do negócio e uma capacidade excepcional de gestão. Habilidades analíticas afiadas são cruciais para identificar gargalos, otimizar fluxos e tomar decisões baseadas em dados. É preciso ter conhecimento profundo em áreas como gestão da cadeia de suprimentos (supply chain), logística, planejamento e controle da produção (PCP), gestão da qualidade e gestão de projetos. Fortes habilidades de liderança para comandar equipes grandes e diversas, capacidade de planejamento estratégico, visão financeira para controlar orçamentos e investimentos, e poder de negociação com fornecedores são indispensáveis. Adaptabilidade, resiliência para lidar com imprevistos e excelente comunicação interpessoal completam o perfil.

Caminhos de Formação

Muitos Diretores de Operações têm formação original em Engenharia (especialmente Produção, Mecânica, Industrial) ou Administração de Empresas. No entanto, mais do que o diploma inicial, o que define a trajetória é a sólida experiência prática acumulada em cargos de gestão dentro da área de operações, logística ou supply chain. Para complementar a formação e acelerar a carreira, MBAs com foco em Gestão Empresarial, Operações ou Logística são muito comuns. Certificações específicas como Lean Manufacturing, Six Sigma ou PMP (para gestão de projetos) também são valorizadas e podem abrir portas. A jornada geralmente envolve uma progressão gradual, passando por supervisão e gerência antes de atingir o nível de diretoria.

 

Advogado Empresarial

4. Advogado(a) Empresarial/M&A Sênior: Navegando na Complexidade dos Negócios

O mundo corporativo é regido por um emaranhado de leis, contratos e regulamentações. O(a) advogado(a) empresarial é o(a) profissional que guia as empresas por esse labirinto, garantindo a segurança jurídica de suas operações. Dentro dessa vasta área, a especialização em Direito Societário e, principalmente, em Fusões e Aquisições (M&A), destaca-se pela complexidade e pela alta remuneração, especialmente em posições sêniores em grandes escritórios ou empresas. Esses profissionais atuam no coração das estratégias de crescimento, reestruturação e consolidação empresarial.

Tendências para 2025

O dinamismo da economia, mesmo com suas flutuações, mantém a área de M&A aquecida. Reorganizações societárias, investimentos estrangeiros, a busca por sinergias e a necessidade de adaptação a novas regulações (como a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados) garantem a demanda por advogados especializados. A digitalização traz novos desafios, como a validade de contratos eletrônicos e questões legais envolvendo plataformas digitais. A crescente importância do ESG também reverbera no Direito Empresarial, com a necessidade de incorporar cláusulas e auditorias relacionadas a aspectos ambientais, sociais e de governança nas transações. A especialização em setores específicos (tecnologia, energia, agronegócio) é um diferencial cada vez maior.

Competências Essenciais

Um advogado de M&A sênior precisa ir muito além do conhecimento jurídico. É claro que o domínio do Direito Empresarial, Societário, Contratual e Tributário é a base, mas habilidades de negociação afiadas são cruciais para defender os interesses do cliente. A capacidade analítica para realizar auditorias legais (due diligence) minuciosas e identificar riscos é fundamental. Visão de negócios para compreender a lógica e os objetivos por trás de uma fusão ou aquisição é um grande diferencial. A redação de contratos complexos e precisos é uma arte essencial. Além disso, são necessárias excelentes habilidades de comunicação e argumentação, capacidade de gerenciar projetos (pois uma transação de M&A envolve múltiplas etapas e equipes) e resiliência para trabalhar sob pressão e com prazos apertados. Proficiência em inglês é quase sempre obrigatória.

Caminhos de Formação

O primeiro passo é a graduação em Direito (cinco anos) e a indispensável aprovação no Exame da OAB. A especialização em M&A geralmente é construída na prática, atuando em escritórios de advocacia com foco empresarial ou em departamentos jurídicos de grandes companhias. Pós-graduações específicas, como LL.M. (Master of Laws) ou especializações em Direito Empresarial, Societário ou M&A, são altamente recomendadas e agregam muito valor ao currículo. Cursos complementares em áreas como finanças, contabilidade e técnicas de negociação também são bem-vindos. Construir uma sólida rede de contatos (networking) e acumular experiência em transações significativas são fatores chave para progredir na carreira e alcançar o nível sênior.

 

5. Diretor(a) Financeiro(a) (CFO): O Guardião Estratégico das Finanças

O dinheiro é o oxigênio das empresas, e o(a) Diretor(a) Financeiro(a), ou CFO (Chief Financial Officer), é quem garante que ele flua de maneira saudável e estratégica. Longe de ser apenas um “contador de números”, o CFO moderno é um parceiro essencial do CEO, participando ativamente das decisões mais importantes do negócio. Desde o planejamento financeiro de longo prazo, captação de investimentos e gestão de riscos até a comunicação com investidores e a garantia de conformidade fiscal e contábil, o CFO tem um papel central. Sua remuneração elevada reflete a imensa responsabilidade e o impacto direto que suas decisões têm no sucesso e na sustentabilidade da empresa.

Tendências para 2025

O papel do CFO está em plena transformação. A volatilidade econômica exige uma gestão financeira ainda mais ágil e estratégica. A tendência é que o CFO dedique menos tempo a tarefas operacionais (muitas delas sendo automatizadas) e mais tempo à análise de dados, planejamento estratégico e suporte à tomada de decisão. A digitalização da área financeira, com o avanço das fintechs e de ferramentas de análise de dados (Business Intelligence), é um caminho sem volta, e o CFO precisa liderar essa mudança. Além disso, a crescente pressão por transparência e responsabilidade socioambiental (ESG) faz com que o CFO seja cada vez mais cobrado por investidores e pela sociedade em relação à gestão de riscos não financeiros e à comunicação clara das práticas da empresa.

Competências Essenciais

Um CFO de sucesso precisa de uma combinação poderosa de expertise técnica e visão de negócios. Domínio de finanças corporativas, contabilidade (gerencial e fiscal), planejamento tributário, análise de investimentos, gestão de fluxo de caixa, captação de recursos (dívida e equity) e relações com investidores são a base. Habilidades analíticas aguçadas para transformar dados complexos em insights acionáveis são cruciais. Liderança para comandar a equipe financeira, comunicação eficaz para apresentar resultados e estratégias a diferentes públicos (diretoria, conselho, investidores, bancos) e forte capacidade de negociação são indispensáveis. Integridade inabalável, ética, visão de longo prazo e familiaridade com sistemas de gestão (ERPs) e ferramentas de BI completam o perfil.

Caminhos de Formação

A formação inicial mais comum para quem almeja ser CFO é em Administração de Empresas, Ciências Contábeis ou Economia. Uma carreira sólida, construída com passagens por diferentes áreas dentro do departamento financeiro (tesouraria, controladoria, planejamento, auditoria), é fundamental. Para alavancar a carreira, MBAs com especialização em Finanças, Controladoria ou Gestão Empresarial são quase um pré-requisito em muitas grandes empresas. Certificações internacionais de prestígio, como o CFA (Chartered Financial Analyst) ou o CPA (Certified Public Accountant), podem ser um grande diferencial, especialmente para quem busca atuar em multinacionais ou no mercado financeiro. A jornada até o topo da área financeira geralmente envolve experiência em cargos de gerência e diretoria.

 

engenheiro de IA

6. Engenheiro(a) de IA / Cientista de Dados: Decifrando o Futuro nos Dados

Se há uma área que define a vanguarda da tecnologia e dos negócios em 2025, é a intersecção entre Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados. Vivemos na era do Big Data, onde volumes massivos de informações são gerados a cada segundo. O(a) Cientista de Dados é o(a) detetive que investiga esses dados, buscando padrões, insights e conhecimentos que podem transformar negócios. O(a) Engenheiro(a) de IA, por sua vez, é o(a) construtor(a) que utiliza esses insights e algoritmos avançados (como Machine Learning e Deep Learning) para criar sistemas inteligentes, automatizar tarefas e desenvolver novos produtos e serviços. A demanda por esses profissionais é explosiva em todos os setores, e os salários refletem a escassez de talentos e o alto valor estratégico que agregam.

Tendências para 2025

A IA e a Ciência de Dados estão longe de atingir seu pico. A tendência é de uma penetração ainda maior dessas tecnologias em todas as esferas da sociedade e dos negócios. A especialização dentro da área se intensifica, com grande demanda por profissionais focados em Machine Learning (aprendizado de máquina), Deep Learning (redes neurais profundas), Processamento de Linguagem Natural (para entender e gerar linguagem humana) e Visão Computacional (para interpretar imagens). A ética em IA e a necessidade de criar modelos mais transparentes e justos (Explainable AI – XAI) também são temas cruciais. A gestão de todo o ciclo de vida dos modelos de Machine Learning (MLOps) ganha importância para garantir que os modelos sejam implementados e mantidos de forma eficiente e confiável.

Competências Essenciais

Ambas as carreiras exigem uma base sólida em matemática, estatística e programação, sendo Python e R as linguagens mais comuns. O Cientista de Dados precisa ter curiosidade aguçada, forte capacidade analítica para explorar dados e formular hipóteses, e habilidade de comunicação para traduzir achados complexos em linguagem acessível. Conhecimento em bancos de dados (SQL e NoSQL), ferramentas de visualização (como Tableau ou Power BI) e técnicas de Machine Learning é fundamental. O Engenheiro de IA, além das habilidades de dados, precisa dominar engenharia de software, desenvolvimento de algoritmos, frameworks de IA (como TensorFlow e PyTorch), computação em nuvem (AWS, Azure, GCP) para treinar e implantar modelos, e práticas de MLOps. Pensamento crítico, resolução de problemas e uma mentalidade de aprendizado contínuo são vitais para acompanhar a rápida evolução da área.

Caminhos de Formação

Dada a natureza multidisciplinar da área, os profissionais vêm de diversas formações, como Ciência da Computação, Engenharia (Computação, Elétrica, etc.), Estatística, Matemática, Física e até Economia ou Administração com forte base quantitativa. Graduações específicas em Ciência de Dados ou IA estão surgindo, mas ainda não são a maioria. O diferencial costuma vir das pós-graduações (mestrado, doutorado ou especializações) focadas em Data Science, IA ou Machine Learning. Certificações oferecidas por grandes players de tecnologia (Google, Microsoft, AWS) ou plataformas de ensino online são muito valorizadas. Tão importante quanto a formação formal é a construção de um portfólio robusto com projetos práticos, muitas vezes desenvolvidos em plataformas como Kaggle ou GitHub, para demonstrar as habilidades na prática.

 

ESG

7. Gerente de Sustentabilidade / ESG: Construindo um Futuro Mais Responsável

Por muito tempo vista como uma área secundária ou apenas de “boas intenções”, a Sustentabilidade e a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) ganharam um protagonismo sem precedentes no mundo corporativo. O(a) Gerente de Sustentabilidade/ESG é o(a) profissional responsável por integrar essas preocupações à estratégia e às operações da empresa, indo muito além do discurso. Desde reduzir o impacto ambiental e garantir condições justas de trabalho até promover a ética e a transparência na gestão, seu papel é fundamental para construir negócios mais resilientes, responsáveis e alinhados às expectativas da sociedade e dos investidores. A crescente demanda por esses profissionais e a complexidade da função justificam a valorização salarial observada.

Tendências para 2025

A pressão por práticas ESG veio para ficar. Investidores estão cada vez mais atentos aos riscos e oportunidades relacionados a fatores ambientais, sociais e de governança. Consumidores preferem marcas com propósito e responsabilidade. Regulamentações sobre mudanças climáticas, direitos humanos e transparência se intensificam. Nesse cenário, a tendência é que a área de ESG se consolide como estratégica, exigindo do gerente a capacidade de demonstrar resultados concretos e mensuráveis. O foco está em integrar o ESG ao core business, desenvolver relatórios de sustentabilidade robustos (seguindo padrões internacionais como GRI ou SASB), gerenciar riscos climáticos, promover a economia circular e engajar toda a cadeia de valor em práticas mais sustentáveis. Finanças sustentáveis e o desenvolvimento de produtos/serviços com impacto positivo também são áreas em alta.

Competências Essenciais

O Gerente de ESG precisa ser um profissional versátil, com uma combinação única de conhecimentos. É necessário entender de questões ambientais (legislação, gestão de recursos, mudanças climáticas), sociais (direitos humanos, diversidade e inclusão, relações comunitárias) e de governança (ética, compliance, estrutura corporativa). Conhecimento em normas e frameworks de relato de sustentabilidade é fundamental. Habilidades de gestão de projetos, análise de dados (para medir e reportar indicadores ESG) e visão sistêmica para conectar ESG à estratégia geral são cruciais. A capacidade de comunicação e engajamento é vital para dialogar com diferentes públicos (internos e externos) e influenciar a cultura organizacional. Liderança, resiliência, paixão pela causa e conhecimento em finanças sustentáveis completam o perfil.

Caminhos de Formação

A área de ESG é inerentemente multidisciplinar, atraindo talentos de diversas formações, como Engenharia Ambiental, Biologia, Ciências Sociais, Administração, Economia, Direito ou Relações Internacionais. Não existe uma graduação única, mas a especialização é chave. Pós-graduações (especializações, mestrados, MBAs) com foco em Sustentabilidade, Gestão Ambiental, Responsabilidade Social ou ESG são altamente recomendadas para aprofundar conhecimentos e ganhar credibilidade. Certificações específicas, como as da Global Reporting Initiative (GRI) para elaboração de relatórios, podem ser um diferencial. A experiência prática, seja em consultorias de sustentabilidade, ONGs, órgãos públicos ou áreas relacionadas dentro de empresas, é um caminho comum para construir a expertise necessária para assumir a gerência de ESG.

Visualizando as Faixas Salariais

Para ter uma ideia mais clara das diferenças e semelhanças nas remunerações dessas profissões de destaque, o gráfico abaixo apresenta uma estimativa das faixas salariais mensais (mínimo e máximo) para profissionais em níveis sênior ou de gestão/diretoria em 2025, com base nos dados pesquisados em fontes como Robert Half, Glassdoor e Valor Econômico. É importante notar que estes são valores estimados e podem variar significativamente dependendo da empresa, região, experiência específica do profissional e bônus/variáveis.

Faixa Salarial Estimada para Profissões em Alta no Brasil (2025)

Conclusão: Planejando Seu Próximo Passo

Exploramos aqui sete profissões que se destacam no Brasil em 2025 por sua alta remuneração e relevância estratégica. Vimos que áreas tradicionais como Medicina, Direito, Engenharia (representada aqui pela Diretoria de Operações) e Finanças continuam oferecendo excelentes oportunidades, especialmente em níveis de especialização e gestão. Ao mesmo tempo, a Tecnologia da Informação segue como um motor fundamental, com destaque para a gestão de TI e as áreas emergentes de Inteligência Artificial e Ciência de Dados. E, refletindo uma mudança global de prioridades, a Sustentabilidade (ESG) consolida-se como uma carreira promissora e essencial.

Cada uma dessas carreiras exige um conjunto específico de competências técnicas e comportamentais, além de um caminho de formação dedicado e contínuo aprendizado. A escolha profissional ideal vai além do salário; envolve encontrar um campo que desperte sua paixão, utilize seus talentos e ofereça um senso de propósito. Analise as tendências, avalie suas próprias habilidades e interesses, converse com profissionais das áreas que lhe interessam e planeje seus próximos passos com informação e confiança. O futuro do trabalho está em constante construção, e a chave é estar preparado para aprender, adaptar-se e crescer.

 

Referências

  • Valor Econômico. (2025, 12 de abril). As 20 profissões mais bem pagas no Brasil em 2025
  • Forbes Brasil. (2024, 6 de novembro). Veja as Profissões em Alta e as Perspectivas Salariais para 2025
  • Robert Half. Guia Salarial 2025. (Consultado em diversas páginas de cargos específicos no site da Robert Half Brasil em Maio de 2025).
  • Glassdoor. (Consultado em diversas páginas de salários por cargo no Brasil em Maio de 2025).
  • Salario.com.br. (Consultado em diversas páginas de salários por CBO no Brasil em Maio de 2025).
  • Outras fontes consultadas incluem: UOL Economia, Instituto de Longevidade, Me Poupe, O Antagonista, Jornal Contábil, Exame, Guia do Estudante, Artmed, IT Forum, LinkedIn Articles, Canaltech, G1, Convergência Digital, Ecoaliza, Blog Portal Pós, entre outras pesquisas específicas por cargo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *